apoio cultural:

o que fazer

com o resto das árvores?

Direção: Larissa Matheus

Dramaturgia: Elder Torres

Elenco: Nando  Motta e Elder Torres

Gênero: Comédia Dramatica

Linguagens: Teatro narrativo, Cinema documental, instalação, vídeo mapping

Classificação: 12 anos

Duração: 60 minutos

O espetáculo “O QUE FAZER COM O RESTO DAS ÁRVORES?” é uma reflexão bem humorada sobre a construção do conhecimento e principalmente da memória. Ao contar a história de dois irmãos tendo que lidar com uma herança, resultado de quarenta anos de trabalho do pai, convidamos o expectador a pensar sobre as heranças que recebemos, não só dos nossos antepassados como também da sociedade, um legado que vai de nossas pequenas escolhas diárias até as grandes questões geopolíticas globais, como o superaquecimento ou o conflito entre Israel e a Palestina, tudo isso são heranças que recebemos , temos de lidar hoje  e o resultado das nossas decisões se tornará a herança que deixaremos para os próximos que virão.

Todas essas questões são metaforizadas através  daquilo que é deixado para esses irmãos, 1 milhão de cópias de uma enciclopédia impressa, um objeto que quer concentrar todo conhecimento do mundo, mas que, em plena era digital, não é bem-vindo. Os elementos simbólicos, trazidos pelo texto, unidos aos recursos do cinema documental, instalação, vídeo mapping e do teatro narrativo, presentes na encenação,  têm como objetivo propor ao público um questionamento sobre quais dessas heranças deveriam ser levadas adiante e quais delas queremos deixar para trás.

O espetáculo estreou em 2018, em Belo Horizonte no CCBB-BH, e em São Paulo na Teatro da Sp Escola de Teatro, e já foi assistido por mais de 3.000 pessoas.

 

 

sinopse

 

Dois irmãos herdam 1 milhão de enciclopédias:

O que fazer com elas? Vender?

(Quem compra enciclopédias hoje em dia?)

Doar?

(Quem aceitaria se existe o google?)

Jogar fora?

(Como transportar mais de uma tonelada de papel sem custo?)

 Por fogo?

(É possível fazer isso sem incendiar o resto do bairro?)   

 

Carlos e Frederico são filhos de um homem que passou mais de 40 anos escrevendo uma enciclopédia.  Sem que os dois soubessem, seu pai se desfaz de todos os bens pessoais, inclusive a casa da família, emprega todo o dinheiro na impressão da sua obra e morre, deixando como herança mais de 1 milhão de livros, partes de uma enciclopédia “analógica” em plena era virtual. Sem saber o que fazer com essa montanha de conhecimento impresso e com um prazo de 30 dias para entregar a casa da infância, entupida de papel, os irmãos tentam encontrar um modo de lidar com tudo que esses livros significam para suas vidas. Um espetáculo sobre pais, filhos, escolhas e livros. Muitos livros.   

 

linguagens

Em “O que fazer com o resto das árvores?”, o Coletivo Binário lança mão de diversos recursos e linguagens para contar a história de dois irmãos que precisam aprender a lidar com as memórias e escolhas herdadas de seu pai. Para isso, a direção utilizou de referências de cinema documental, live cinema e instalação, para compor uma encenação recheada de humor, poesia e agressividade.  Estas mesmas características, propostas como base para a encenação, permearam a criação da dramaturgia, figurinos, cenário, iluminação, projeções e trilha sonora original.

Através de uma dramaturgia fragmentada, com traços narrativos e dramáticos, Elder Torres constrói um grande quebra cabeça de cenas para contar a história de Carlos e Frederico, dois irmãos em busca de um final digno para as memórias de seu pai. Para o cenário, a equipe se inspirou em obras de artes instalativas na busca por representar uma casa “encharcada” de livros, papeis e recordações.  No decorrer da peça, os atores vão reorganizando os elementos cênicos, recriando o espaço, evidenciando o quão sufocante estão suas vidas nesta busca insólita por dar sentido a toda está herança impressa em plena era digital. Os figurinos utilizam de elementos e referências urbanas trabalhadas em oposto. De um lado, o moderno e organizado da alta costura europeia, e do outro, o desleixado, típico do movimento grunge dos anos 90. Esta dualidade busca reforçar a dicotomia entre os dois irmãos e, ao mesmo tempo, reforça o embate entre passado e futuro, um dos temas norteadores da peça. Este mesmo embate, entre clássico e moderno, é peça fundamental para a trilha sonora, que foi criada exclusivamente para o espetáculo. Elementos sonoros digitais (noise, sampler, etc) e clássicos elementos da música erudita, trafegam entre melodias e harmonias desenhadas para cada momento do espetáculo. O resultado é uma trilha sonora contundente, que dialoga diretamente com as cenas e com atores, dando mais vida e organicidade ao trabalho.  O documentário que compõem as projeções que permeiam a encenação, foi criado especialmente para o espetáculo, e utiliza de uma linguagem intimista e narrativa, características do cinema documental, para apresentar outros lados desta história, possibilitando o espetador entrar ainda mais na vida e nos sentimentos dos irmãos. O desenho de luz emprega uma delicada dinâmica de luz, sombra e cores, para destacar os vários momentos e climas de cada uma das cenas.

Espetáculo completo

Fotos

Trilha Sonora

trajetória

2017 – Contemplado no edital CCBB-BH 

2018 – Estreia Belo Horizonte - CCBB-BH

2018 – Estreia São Paulo –Teatro da  Sp Escola de Teatro

2019 – Fábrica de Cultura Vila Nova Cachoeirinha – SP/SP

ficha técnica e artística

Texto: Elder Torres

Direção: Larissa Matheus

Atuação: Nando Motta e Elder Torres

Cenografia: Cesar Bento

Cenotécnica: Thays do Valles

Figurinos: Guilherme Iervolino

Iluminação: Marina Artuzzi

Trilha Sonora: Barulhista

Designer Gráfico: Estúdio Renata Moura e Bisnaguinha de idéias

Fotografo e Cineasta: Rodrigo Tavares

Imagem material gráfico: Alice Ricci

Fotos: Samuel Mendes

Registro em vídeo: Andre Veloso

Coord. de produção: Nando Motta e Elder Torres

Produção: Michele Serra

Realização: Coletivo Binário

 

OBS: Este projeto não possuiu patrocinador e foi realizado através de uma campanha de crowdfund que contou com a participação/doação de 55 pessoas. A todas elas no eterno muito obrigado.

 

Em “O que fazer com o resto das árvores?”, o Coletivo Binário convida vários artistas que vêm se destacando no cenário cultural brasileiro para compor a equipe de criação. No elenco estão Nando Motta, de espetáculos como “Do Lado Direito do Hemisfério” da Cia Afeta, “Sexo” da Cia Pierrot Lunar, e “Cinema” da Cia Clara, indicado ao prêmio de melhor coadjuvante Siparc/MG. E Elder Torres, de espetáculos como “Rodolfo e a Crise”, “Crimes Delicados” de Luiz Otávio de Carvalho e filmes como “Rinha” e “Colegas” de Marcelo Galvão.

A direção é assinada por Larissa Matheus.  Formada em direção teatral pela SP Escola de Teatro de São Paulo, já participou de projetos de criação ao lado de Kleber Montanheiro, Hugo Coelho, Esther Góes, Denise Weinberg, Erica Montanheiro, Juliana Galdino, Roberto Alvim, Márcio Abreu, Deto Montenegro, Evelyn Klein,e entre outros, entre espetáculos como Oito Balas, de Carol Rainatto; A Confissão de Leontina, de Lygia Fagundes Telles com Márcio Trinchinatto; Os Donos do Mundo, de Luccas Papp; Um Dez Cem Mil Inimigos do Povo, com a Cia da Revista.

Para a criação do cenário foi convidado cenógrafo Cesar Bento. Com mais de 20 anos de experiência, com trabalhos para telenovelas das emissoras SBT e RECORD e assistência de cenografia de Marco Lima, nas peças “Vidas Privadas” dirigida por José Possi Neto e “Caros Ouvintes", dirigida por Otávio Martins, ambas indicadas ao 27° premio SHELL de Cenografia, sendo Caros Ouvintes o espetáculo vencedor na categoria.

O figurino é assinado por Guilherme Iervolino.  Formado pelo INDAC Escola de Atores, já assinou figurinos para peças como o “O Espectador Condenado À Morte”, de Matéi Visniec, produzido pela Companhia Teatro da Dispersão e “Não Ia Ser Bonito?”, dirigido por Dan Nakagawa para a Cia. Àtropical.

 

O projeto de iluminação é Marina Artuuzzi. Graduada em teatro pela UFMG, já criou projetos de iluminação para diversos espetáculos como “Máquina de Pinball” direção de Gil Esper; “Macbeth” direção de Cláudio Costa Val; “Quando o Peixe Salta” direção de Rodrigo Campos e Fernando Mencarelli (pelo qual foi indicada ao Prêmio Usiminas/Sinparc-2008 de melhor Criação de Luz), “O Último Vôo do Flamingo” direção de Paulo César Bicalho e Papoula Bicalho (Vencedor do Prêmio Usiminas/Sinparc-2008 de melhor Criação de Luz Teatro Adulto), “#140ouVão” e “Do Lado Direito do Hemisfério” direção de Nando Motta - Cia Afeta.

 

A trilha sonora original é assinada por Barulhista, artista que trabalha com músicas experimentais e já participou de diversos festivais no Brasil. Já venceu duas vezes os prêmios Sinparc e Sesc Sated/MG na categoria “melhor trilha sonora original”.

Todo material de vídeo é assinado e produzido pelo cineasta Rodrigo Tavares. Formado em comunicação social pela FAAP, é co-dirigindo, ao lado de Marcelo Galvão, do longa metragem “Quarta B” ganhador do prêmio de melhor filme da 29ª  mostra Internacional de Cinemade São Paulo pelo juri popular; Lado B: Como fazer um longa sem grana no Brasil, “Bellini e o Demônio”, “Rinha” e “Colegas”, vencedor do 40º festival de Gramado.

o que já foi dito

As heranças que ficam em nós

“Mas que contar a história desta família, a montagem perpassa um ideário sobre todas as heranças que constroem o destino dos indivíduos – as deixadas pela história do país, os traços dos pais e os objetos que guardam valor sentimental. ”

(Jornal Pampulha)

 

A parte que cabe aos filho

“sobre o que fica nos filhos quando os pais partem. Um jogo de memória, esquecimento, luto e heranças...”

(Jornal O Tempo)

 

 

O Coletivo Binário estreia seu novo trabalho

“uma reflexão sobre esses novos tempos, a era da tecnologia, um diálogo com o público sobre o que fazemos com as diversas heranças que recebemos ao longo da vida, que vão além de itens materiais”

 (Portal Uai)

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